Monday, August 8, 2011
Arte ao alcance de todos!
A estação ferroviária em Mariana-MG possui uma espécie de parque de diversão musical, com instrumentos feitos a partir de metais reaproveitados de pedaços de trens. São vários instrumentos que fazem a alegria da criançada, e dos adultos também. É um incentivo à música e à arte, e faz tanto sucesso que é preciso enfrentar uma fila para experimentar esta sensação!
Tuesday, July 19, 2011
DICA DE MODA
Fica super diferente essa combinação da leg com a meia calça rendada. Um look criativo que se adequa a qualquer lugar. Monte sua combinação, seja criativo!!!
RENDA-SE
Brinque com suas peças de roupas. Experimente usar meias calças coloridas por baixo da meia rendada, legs de outras cores, ou até mesmo calça de ginástica. O resultado é bem interessante...
Monday, July 18, 2011
RENDA-SE
A renda veio com tudo neste inverno, e vai continuar em alta nas próximas estações. As meias-calças rendadas são peças coringa, pois transformam um look básico em um look romântico e delicado. Porém, devido ao frio, fica difícil usar essas meias, e é ai que entra a criatividade...que supera qualquer obstáculo!
Monday, July 4, 2011
Desvio para o vermelho- CILDO MEIRELES
Você já imaginou morar em um cômodo onde tudo que está dentro dele é vermelho? Intrigante né?!
Pois é, essa fotografia ai é um pedacinho da obra "Desvio para o vermelho" de Cildo Meireles, que fica em INHOTIM, uma pena não poder fotografar no interior, na minha opinião é um erro, pois a fotografia ajudaria a estimular as pessoas a irem conhecer pessoalmente a obra, mas...então, tudo neste cômodo é vermelho, é preciso tirar os sapatos parar entrar, pois o interior é revestido por um carpete ( vermelho), os móveis, os objetos, as roupas dentro do guarda-roupas, os alimentos dentro da geladeira, o sorvete dentro do freezer, até o coitado do peixe dentro do aquário é vermelho, TUDO é vermelho. Muito interessante, é uma obra aberta a uma série de simbolismo e metáforas, como a violência do sangue. O que interessa ao artista é oferecer uma sequência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador.
Pois é, essa fotografia ai é um pedacinho da obra "Desvio para o vermelho" de Cildo Meireles, que fica em INHOTIM, uma pena não poder fotografar no interior, na minha opinião é um erro, pois a fotografia ajudaria a estimular as pessoas a irem conhecer pessoalmente a obra, mas...então, tudo neste cômodo é vermelho, é preciso tirar os sapatos parar entrar, pois o interior é revestido por um carpete ( vermelho), os móveis, os objetos, as roupas dentro do guarda-roupas, os alimentos dentro da geladeira, o sorvete dentro do freezer, até o coitado do peixe dentro do aquário é vermelho, TUDO é vermelho. Muito interessante, é uma obra aberta a uma série de simbolismo e metáforas, como a violência do sangue. O que interessa ao artista é oferecer uma sequência de impactos sensoriais e psicológicos ao espectador.
Sunday, June 26, 2011
BEAM DROP de Chris Burden
Essa sou eu, e em segundo plano está uma das obras de INHOTIM, feita de 71 vigas de construção jogadas por um guindaste de uma altura de 45 metros, dentro de uma vala cheia de cimento fresco, e do jeito que caiu, ficou. Esta obra propõe uma desconstrução da escultura moderna.
Tuesday, June 21, 2011
INHOTIM-Brumadinho MG
Neste ultimo domingo, dia 19 de junho, estive em INHOTIM,um lugar lindo onde a arte convive em uma relação única com a natureza. Vale muito a pena conhecer. Fiquei tão encantada que não sabia nem por onde começar, na verdade o parque é tão grande que é quase impossível conhecer tudo em um dia só. Tem um serviço de transporte interno (pago a parte, 10 reais por pessoa) que facilita muito a visitação, pois as galerias ficam distantes umas das outras, mas pra quem não tem pressa vale a pena ir andando pois o lugar é muito lindo e encantador. É mágico!
Sunday, June 12, 2011
Semana de Artes e Design- UFJF
Do dia 14 a 17 de junho. No Instituto de Artes e Design- UFJF.
Vão rolar minicursos, workshops, e muitas palestras super interessantes pra quem gosta de artes.
Vão rolar minicursos, workshops, e muitas palestras super interessantes pra quem gosta de artes.
Wednesday, June 8, 2011
CUIDE DE VOCÊ por Daniele Vidal
Esta imagem representa o sentimento de Sophie Calle ao receber o e-mail. Os elementos que compõe a imagem estão interligados e expressam a angústia e tristeza com o fim do relacionamento. O tecido usado, tule, representa pela sua transparência a atitude da artista de deixar transparecer sua dor para outras mulheres, e pela sua negritude o rompimento, os sentimentos que a inquietavam. A imagem contornada remete a um coração, vazio de emoções, o que incorpora à fotografia um leve romantismo.
Fotógrafa: Daniele Vidal
Produtora Artística: Alice Stephan
Sunday, June 5, 2011
NELLE CREPE por Nina Viviana
Outro trabalho selecionado.
"il dolore come il chiodo. Lá dove penetra, ordina lo spazio intorno". Erri de Luca
http://blog.sophiecalle.com.br/?p=700
O AMOR JOGADO NO LIXO, por Fabio Ornelas
Essa fotografia foi um dos trabalhos selecionados para fazer parte da exposição CUIDE DE VOCÊ, composta por imagens, videos ou textos que representassem um sentimento ao ler o e-mail que Sophie Calle recebeu.
http://blog.sophiecalle.com.br/?p=753
Friday, June 3, 2011
Cuide de você
Foi o que aconteceu com a escritora, fotógrafa e artista Sophie Calle. Recebeu um e-mail de rompimento do até então namorado e encontrou um meio muito criativo de respondê-lo.
"Recebi uma carta de rompimento.
E não soube respondê-la.
Era como se ela não me fosse destinada.
Ela terminava com as seguintes palavras: “Cuide de você”.
Levei essa recomendação ao pé da letra.
Convidei 107 mulheres, escolhidas de acordo com a profissão,
para interpretar a carta do ponto de vista profissional.
Analisá-la, comentá-la, dançá-la, cantá-la. Esgotá-la.
Entendê-la em meu lugar. Responder por mim.
Era uma maneira de ganhar tempo antes de romper.
Uma maneira de cuidar de mim."
Sophie Calle
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?Paramend=1&IDCategoria=6143
"Recebi uma carta de rompimento.
E não soube respondê-la.
Era como se ela não me fosse destinada.
Ela terminava com as seguintes palavras: “Cuide de você”.
Levei essa recomendação ao pé da letra.
Convidei 107 mulheres, escolhidas de acordo com a profissão,
para interpretar a carta do ponto de vista profissional.
Analisá-la, comentá-la, dançá-la, cantá-la. Esgotá-la.
Entendê-la em meu lugar. Responder por mim.
Era uma maneira de ganhar tempo antes de romper.
Uma maneira de cuidar de mim."
Sophie Calle
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?Paramend=1&IDCategoria=6143
Já pensou como reagiria se recebesse um e-mail como esse do seu namorado?
Email do rompimento,
motivo da exposição Cuide de você
Sophie
Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito.
Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.
Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você.
Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar.
Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.
Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá.
Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.
Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.
Cuide de você.
G
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?Paramend=1&IDCategoria=6143
motivo da exposição Cuide de você
Sophie
Há algum tempo venho querendo lhe escrever e responder ao seu último e-mail. Ao mesmo tempo, me pareceria melhor conversar com você e dizer o que tenho a dizer de viva voz. Mas pelo menos será por escrito.
Como você pôde ver, não tenho estado bem ultimamente. É como se não me reconhecesse na minha própria existência. Uma espécie de angústia terrível, contra a qual não posso fazer grande coisa, senão seguir adiante para tentar superá-la, como sempre fiz. Quando nos conhecemos, você impôs uma condição: não ser a “quarta”. Eu mantive o meu compromisso: há meses deixei de ver as “outras”, não achando obviamente um meio de vê-las, sem fazer de você uma delas.
Achei que isso bastasse; achei que amar você e o seu amor seriam suficientes para que a angústia que me faz sempre querer buscar outros horizontes e me impede de ser tranquilo e, sem dúvida, de ser simplesmente feliz e “generoso”, se aquietasse com o seu contato e na certeza de que o amor que você tem por mim foi o mais benéfico para mim, o mais benéfico que jamais tive, você sabe disso. Achei que a escrita seria um remédio, que meu “desassossego” se dissolveria nela para encontrar você.
Mas não. Estou pior ainda; não tenho condições sequer de lhe explicar o estado em que me encontro. Então, esta semana, comecei a procurar as “outras”. E sei bem o que isso significa para mim e em que tipo de ciclo estou entrando. Jamais menti para você e não é agora que vou começar.
Houve uma outra regra que você impôs no início de nossa história: no dia em que deixássemos de ser amantes, seria inconcebível para você me ver novamente. Você sabe que essa imposição me parece desastrosa, injusta (já que você ainda vê B., R.,…) e compreensível (obviamente…); com isso, jamais poderia me tornar seu amigo.
Mas hoje, você pode avaliar a importância da minha decisão, uma vez que estou disposto a me curvar diante da sua vontade, pois deixar de ver você e de falar com você, de apreender o seu olhar sobre as coisas e os seres e a doçura com a qual você me trata são coisas das quais sentirei uma saudade infinita. Aconteça o que acontecer, saiba que nunca deixarei de amar você da maneira que sempre amei desde que nos conhecemos, e esse amor se estenderá em mim e, tenho certeza, jamais morrerá.
Mas hoje, seria a pior das farsas manter uma situação que você sabe tão bem quanto eu ter se tornado irremediável, mesmo com todo o amor que sentimos um pelo outro. E é justamente esse amor que me obriga a ser honesto com você mais uma vez, como última prova do que houve entre nós e que permanecerá único.
Gostaria que as coisas tivessem tomado um rumo diferente.
Cuide de você.
G
http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas/subindex.cfm?Paramend=1&IDCategoria=6143
Wednesday, May 25, 2011
Da crinolina à minissaia
Nós, amantes da moda, devemos gratidão aos burgueses. Foram eles que iniciaram esse fenômeno cíclico e efêmero que hoje está inserido no cotidiano de todos. Foi no período do Renascimento, que os burgos, emergindo financeiramente, começaram a copiar as roupas da nobreza, dando inicio a um principio de transformação permanente dos gostos, característica que melhor representa a moda. Porém, foi no século XIX, século da alta costura, de encontros nos bailes, teatros, óperas - espaços de sociabilidade burguesa, onde as mulheres podiam se expor, somente acompanhadas de seus maridos, ou familiares, que a moda se popularizou. Através destes encontros se divulgavam as tendências, que até então eram apenas por obras de arte, como as telas dos pintores.
O casamento era a carreira ideal feminina. Através da vestimenta que se fazia o “marketing pessoal”. Sua imagem era um dos poucos artifícios que se valia para a conquista, já que suas aparições em lugares públicos eram restritas. Por este motivo, as mulheres deveriam estar sempre impecáveis, com trajes sem mobilidade que acentuavam sua fragilidade e vida ociosa. Por influência do Romantismo, a figura feminina deveria ser melancólica, frágil e submissa ao homem e, como se não bastasse, ainda deveria transmitir as funções naturais de reprodutora, onde as “ancas” deveriam ser arredondadas. Desde pequena, as meninas aprendiam que, para serem aceitas nos padrões, deveriam se submeter às torturas da moda. Como exemplo, o uso dos espartilhos que tinham de ser bem ajustados para afinar a cintura; mulher de cintura larga não conseguia bom casamento.
A cultura foi e continua sendo responsável pelo redesenho do corpo feminino, alterando sua estrutura natural biológica. As mulheres sempre arrumaram um jeito de se encaixar nos padrões de cada época. Em 1850, surgiram as primeiras crinolinas - armações construídas à base de metal, feitas para dar volumes às saias, um grande inconveniente na locomoção, uma vez que as mulheres mal podiam passar na porta. Confinados seus corpos à prisão das crinolinas e aos estrangulamentos dos espartilhos, fadiga e desmaios eram comuns, ficavam sempre pálidas e com aspecto doentio, estereótipo que virou padrão de beleza na época. Em 1860, os volumes das saias começaram a se deslocar para trás, com ênfase na região glútea, a chamada anquinha. Foi no século XIX que surgiram também, as mangas bufantes; o uso de xales para cobrir o colo; o chapéu, que dificultava a identificação da mulher devido às abas e às amarrações em laços que cobriam quase todo o rosto; o leque; o guarda-sol; elementos que funcionavam como equilíbrio para a estética da roupa.
Liberdade para as mulheres! Já no final do século XIX e inicio do século XX, as mulheres começam a se libertar. A participação em atividades esportivas, como ciclismo e cavalgada, permitiram o uso de calças estilo Bloomer, uma espécie de vestido solto, abaixo dos joelhos, usado com calças afofadas até o tornozelo, um importante avanço para a história da moda. Agora, o que muita gente não sabe é que foi devido à Primeira Guerra Mundial que tal liberdade se concretizou. Os antigos sistemas e valores sociais foram destruídos de forma rápida, assim como o mapa geopolítico da Europa e do Médio Oriente, conseqüências distintas da guerra. Com o surgimento de uma nova classe média, o espartilho foi renunciado e trocado por roupas mais funcionais, marcando o inicio de uma nova era da moda. Em 1968, considerado o ano da revolução, foi marcado por vários acontecimentos importantes, entre eles o surgimento da minissaia, uma novidade para os conservadores e uma vitória para as jovens que buscavam respeito, liberdade não só de expressão, mas de estilo também. Os anos passam, as tendências mudam e as mulheres continuam sendo o principal alvo de tantas transformações. Ainda hoje, século XXI, no mundo oriental contemporâneo, por exemplo, ainda existem muitas restrições, como o caso das mulheres islâmicas que precisam usar burcas, vestimenta que cobre todo o corpo, deixando à amostra apenas os olhos. Elas continuam oprimidas e submissas aos homens, são exemplos de como a cultura interfere na vestimenta feminina. As mudanças de padrões são constantes, as tendências vão e vêm com certa efemeridade característica. O que difere cada época, cada cultura é o modo como a mulher se coloca diante das exigências de sua sociedade.
*Estudante de Artes e Design da UFJF
alice_stephan@hotmail.com
O casamento era a carreira ideal feminina. Através da vestimenta que se fazia o “marketing pessoal”. Sua imagem era um dos poucos artifícios que se valia para a conquista, já que suas aparições em lugares públicos eram restritas. Por este motivo, as mulheres deveriam estar sempre impecáveis, com trajes sem mobilidade que acentuavam sua fragilidade e vida ociosa. Por influência do Romantismo, a figura feminina deveria ser melancólica, frágil e submissa ao homem e, como se não bastasse, ainda deveria transmitir as funções naturais de reprodutora, onde as “ancas” deveriam ser arredondadas. Desde pequena, as meninas aprendiam que, para serem aceitas nos padrões, deveriam se submeter às torturas da moda. Como exemplo, o uso dos espartilhos que tinham de ser bem ajustados para afinar a cintura; mulher de cintura larga não conseguia bom casamento.
A cultura foi e continua sendo responsável pelo redesenho do corpo feminino, alterando sua estrutura natural biológica. As mulheres sempre arrumaram um jeito de se encaixar nos padrões de cada época. Em 1850, surgiram as primeiras crinolinas - armações construídas à base de metal, feitas para dar volumes às saias, um grande inconveniente na locomoção, uma vez que as mulheres mal podiam passar na porta. Confinados seus corpos à prisão das crinolinas e aos estrangulamentos dos espartilhos, fadiga e desmaios eram comuns, ficavam sempre pálidas e com aspecto doentio, estereótipo que virou padrão de beleza na época. Em 1860, os volumes das saias começaram a se deslocar para trás, com ênfase na região glútea, a chamada anquinha. Foi no século XIX que surgiram também, as mangas bufantes; o uso de xales para cobrir o colo; o chapéu, que dificultava a identificação da mulher devido às abas e às amarrações em laços que cobriam quase todo o rosto; o leque; o guarda-sol; elementos que funcionavam como equilíbrio para a estética da roupa.
Liberdade para as mulheres! Já no final do século XIX e inicio do século XX, as mulheres começam a se libertar. A participação em atividades esportivas, como ciclismo e cavalgada, permitiram o uso de calças estilo Bloomer, uma espécie de vestido solto, abaixo dos joelhos, usado com calças afofadas até o tornozelo, um importante avanço para a história da moda. Agora, o que muita gente não sabe é que foi devido à Primeira Guerra Mundial que tal liberdade se concretizou. Os antigos sistemas e valores sociais foram destruídos de forma rápida, assim como o mapa geopolítico da Europa e do Médio Oriente, conseqüências distintas da guerra. Com o surgimento de uma nova classe média, o espartilho foi renunciado e trocado por roupas mais funcionais, marcando o inicio de uma nova era da moda. Em 1968, considerado o ano da revolução, foi marcado por vários acontecimentos importantes, entre eles o surgimento da minissaia, uma novidade para os conservadores e uma vitória para as jovens que buscavam respeito, liberdade não só de expressão, mas de estilo também. Os anos passam, as tendências mudam e as mulheres continuam sendo o principal alvo de tantas transformações. Ainda hoje, século XXI, no mundo oriental contemporâneo, por exemplo, ainda existem muitas restrições, como o caso das mulheres islâmicas que precisam usar burcas, vestimenta que cobre todo o corpo, deixando à amostra apenas os olhos. Elas continuam oprimidas e submissas aos homens, são exemplos de como a cultura interfere na vestimenta feminina. As mudanças de padrões são constantes, as tendências vão e vêm com certa efemeridade característica. O que difere cada época, cada cultura é o modo como a mulher se coloca diante das exigências de sua sociedade.
*Estudante de Artes e Design da UFJF
alice_stephan@hotmail.com
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